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As fintechs vieram para acabar com os bancos?

Você nunca imaginaria que o atual sistema financeiro pudesse ser confrontado, não é? Mas após a crise global de 2008, o estouro da bolha imobiliária nos Estados Unidos fez com que os bancos necessitassem de aportes milionários do Estado para se manterem de pé. Assim, as instituições bancárias perderam os status de infalíveis, seguras e fortes, e, junto com elas, a atuação dos reguladores foi discutida.

Em meio a essa turbulenta crise, em outra via distante, longe de qualquer banco ou regulador, com a mistura de nerds e venture capital, surgiam as primeiras fintechs, com a proposta de usar a tecnologia para construir um sistema financeiro mais seguro, eficiente e, principalmente, atacar as dores dos clientes nos pontos fracos dos atuais dominantes do mercado.

Atuando na redução das taxas de juros e mudando a experiência do usuário no acesso aos serviços financeiros, as fintechs estão crescendo e conseguindo sua fatia de mercado, atacando as principais dores do seu público-alvo de forma mais eficiente que seus principais concorrentes, os bancos.

Um exemplo disso é o Nubank, a startup que, com pequenos ajustes no seu produto e uma poderosa proposta de valor – empoderar as pessoas e reduzir a burocracia – está conseguindo desbancar os emissores de cartão de crédito, seus principais concorrentes, e fidelizar milhares de clientes com a forma de atender e a desburocratização dos processos.

Ao todo, a startup recebeu 13 milhões de requisições de cartões, sendo que apenas 3 milhões passaram pela avaliação para tornarem-se clientes. Atualmente, está no 5º lugar do ranking de emissoras de cartões de crédito no Brasil, um número pequeno para o mercado atual, se comparado com os 120 milhões de brasileiros que não têm atendimento do setor bancário ou são subatendidos.

Cofre com moedas - fintechs

Incentivo ao microempreendedor

Esse é um exemplo, porém, existem centenas de fintechs brasileiras focadas em nichos e na solução dos problemas dos seus clientes. A Bom Microcrédito é uma startup que está mudando o cenário do empreendedor de pequeno porte. Sua solução traz a pulverização do acesso a microcrédito em lugares onde esse benefício não existe, conveniência na aquisição de crédito produtivo, limite de crédito progressivo, redução de taxa de juros e orientação para o sucesso do negócio.

Além do seu novo modelo de negócio e sua forma de abordagem aos clientes, a fintech BOM está atualizando o setor microfinanceiro, desenvolvendo tecnologias para a automatização de processos, smart contract e análise de crédito. Todas essas ações servem para reduzir os custos operacionais e entregar uma taxa mais acessível, aumentando a competitividade e pressionando os concorrentes.

As fintechs vieram para acabar com os bancos? Atualmente, a resposta é não. Hoje, elas têm um papel importante na descentralização do setor financeiro e no aumento da competitividade das taxas de juros, e, pouco a pouco, estão ganhando o mercado com seus produtos diferenciados e gerando valor ao seu cliente. Então, a tendência é que logo você troque seu banco tradicional por uma fintech que irá entregar um produto melhor, mais conveniente e eficiente, com menor custo.

Ícaro Burtet Escrito por Ícaro Burtet

CEO da BOM Microfinanças