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A simbiose entre startups e corporações

A conexão entre empresas e startups estão mais frequentes, um tema comum entre ambas é inovação.

Nas empresas, a inovação é direcionada para os produtos. Nas startups, a inovação é o produto, que usa tecnologia pra desenvolver uma solução inovadora direcionada para serviços, ou processos, ou produtos, ou modelos de negócio, etc.

Entenda mais sobre essas duas abordagens entre startups e corporações no post de hoje.

O processo continuo e permanente de inovação estimula o surgimento de startups

A evolução tecnológica é um processo com velocidade crescente, continuo e permanente gerando mudanças cada vez mais rápidas. Se olharmos um passado recente, dá para perceber as expressivas mudanças que ocorreram nos últimos 5 ou 10 anos. Mudanças na maneira que nos comunicamos, trabalhamos, competimos, na forma de relacionamento com os outros.

A computação, os dados digitais e a internet, fortalecem ainda mais a velocidade da evolução tecnológica e das mudanças. O conhecimento agora é disseminado globalmente quase de forma instantânea. Tecnologias emergem simultaneamente desencadeando grandes oportunidades para inovações de produtos, de serviços, de processos e de modelos de negócios. Este novo ambiente, atrai milhares de jovens empreendedores, que criam startups buscando soluções inovadoras em todas as partes do planeta, formando um vigoroso ecossistema de inovação.

O ecossistema das startups é parte da cadeia de valor das empresas

A inovação deixou de ser privilégio da área interna de P&D e de Centros de Pesquisa. Tecnologias em diferentes estágios de desenvolvimento como: realidade aumentada, inteligência artificial, internet das coisas, realidade virtual, veículos autônomos, biotecnologia, Blockchain, impressão 3D, nanotecnologia e tantas outras, alimentam as startups e estas acelerarem processo de inovação e mudanças. As startups são parte da cadeia de valor das empresas.

Elas são ágeis, flexíveis e altamente focadas na solução inovadora que desenvolvem, porque o insucesso é a morte na certa. Diferente da área interna de P&D da empresa que, normalmente atua focada apenas nos produtos, as startups trabalham em soluções que impactarão em alguma das partes da cadeia de atividade das empresas, por exemplo: vendas, produção, logística, produtos, finanças, compras, comunicação, marketing, segurança, jurídico, RH, contábil, etc.

O que fazer?

As empresas que querem garantir longevidade de seu negócio e uma posição competitiva no futuro que chega sempre mais rápido, sabem que: apenas a inovação incremental em produtos não garantirá a longevidade; também não é mais aceitável ficar ignorando as tecnologias emergentes.

Neste novo ambiente, os executivos que querem minimizar riscos futuros para a sua organização, deverão ajustar estratégia em relação ao processo de inovação. Investir em inovação é investimento de risco, independente do caminho escolhido.

1 – Manter o modelo tradicional, e ampliar a busca de inovação por conta própria

Permanecer com o modelo tradicional, porém ampliar busca da inovação por conta própria para além dos produtos ou core business, usando tecnologias emergentes ou as já em uso, recrutando os melhores talentos e especialistas. Buscar nestas tecnologias, oportunidades de inovação focando toda a cadeia de atividades da empresa. É uma tarefa complexa e difícil além do aumento do investimento do capital de risco.

2 – Adotar um novo modelo, fazendo a conexão com ecossistema de startups

Conectar-se com o ecossistema de startups, estas se valem das tecnologias emergentes ou as já em uso para desenvolver soluções inovadoras. Cobrem toda extensão da cadeia de atividades das empresas, inclusive produtos.

É recomendável fazer esta conexão via aceleradoras, principalmente com aquelas que são focadas em empresas. Aceleradoras tem ampla penetração e ligações capilares com o ecossistema de startups e minimizam os riscos operacionais e legais para a empresa. Este processo de conexão deve evitar riscos da criação de vínculos legais da empresa com ecossistema.

As aceleradoras irão facilitar e propiciam para as empresas a não apenas facilidade de transito no ecossistema, mas também a investigação, à observação e a identificação de oportunidades potencias de inovação.

A conexão com o ecossistema de startups também exige investimento de risco, provavelmente menor em termos de risco e volume de recursos, do que ampliar o modelo tradicional de busca de inovação por conta própria.

Existem empresas que optam por transferir uma parte dos recursos que é investido no modelo tradicional de inovação para utilizar na conexão da empresa ao ecossistema de startups. Outras optam por apenas ampliar o investimento de risco.

Cada empresa deve encontrar o melhor caminho para inovar o seu modelo de busca da inovação. O importante é adequar-se a nova realidade de mercado.

Que tal investir em startups? Acesse nosso site e veja como sua empresa pode participar desse ecossistema.

Antonio Cesar da Silva Escrito por Antonio Cesar da Silva

Fundador e mentor da Spin.